Avaliação da flexibilidade em indivíduos submetidos ao método Pilates

Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício – Volume 8 Número 4 – outubro/dezembro 2009

 

Avaliação da flexibilidade em indivíduos submetidos ao método Pilates

 

Martha Arno, Ft.*, Fabiana Ferro Machado, Ft. M.Sc.**, Angélica Castilho Alonso, Ft. M.Sc.**

 

*Fisioterapeuta especialista no método Pilates, ** Fisioterapeutas e docentes

 

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar a flexibilidade em indivíduos saudáveis, antes e após a prática do método Pilates. Métodos: Foram avaliados 21 indivíduos sedentários e praticantes de atividade física, sendo 8 homens e 13 mulheres com idade entre 20 e 45 anos, utilizando o banco de Wells e o flexímetro da marca Sanny. Foram realizadas três medições da amplitude de movimento: a 1.ª antes de iniciarem as aulas, a 2.ª após 30 aulas e a 3.ª após 75 aulas individuais. Resultados: De acordo com os resultados obtidos, utilizando o Banco de Wells, verii cou-se uma melhora da flexibilidade da cadeia posterior (p ≤ 0,001). Nas avaliações realizadas com o flexímetro, verificou-se um aumento significativo na amplitude das seguintes articulações: coluna cervical: extensão (p = 0,04) e rotação (direito p = 0,003 e esquerdo p = 0,001); extensão de ombro (direito p ≤ 0,04 e esquerdo p = 0,007), flexão de quadril (direito p = 0,03 e esquerdo p ≤ 0,001). Conclusão: Pode-se concluir que o método Pilates melhora a flexibilidade em sujeitos saudáveis nas articulações da coluna cervical nos movimentos de extensão e rotação, extensão de ombro, flexão de quadril e da cadeia posterior.

Palavras-chave: Pilates, flexibilidade, avaliação.

 

Introdução

A flexibilidade é uma das variáveis da aptidão física relacionada à saúde, representando um fator fundamental para o desempenho do corpo e do movimento, seja em modalidades desportivas ou cênicas. Ela é definida como a mobilidade passiva máxima de um dado movimento articular, descrita em termos de amplitude articular: Flexão, extensão, abdução, adução e rotação. Junto com a força e a resistência é uma das principais capacidades motoras para o desempenho tanto das atividades da vida diária, quanto para os gestos mais complicados nos esportes [1].
O método Pilates tem sido divulgado aos atletas, portadores de doenças crônico-degenerativas, portadores de lombalgia e a população geral, como um método que melhora a força, a  flexibilidade, a postura e a saúde em geral [2]. Esta melhora se deve ao fato de os exercícios de Pilates enfatizarem o trabalho nos músculos que são considerados a chave da boa postura: as quatro camadas dos músculos abdominais, junto com os glúteos e os músculos da parte inferior das costas [3,4]. Esses músculos sustentam a coluna vertebral, os órgãos internos e a postura. A força é adquirida junto com o alinhamento e a flexibilidade, como se fosse um “fortalecer alongando” [5,6].

Nas últimas duas décadas houve uma grande popularização do método. Ele é utilizado no mundo todo por companhias de dança, atletas profissionais e em academias de ginástica. Há vários livros publicados e vídeos ensinando o método. Alguns estudos verificaram a eficácia do método na melhora da lombalgia [7-9].

Apesar de Pilates ser divulgado como um método que melhora força, equilíbrio e flexibilidade, há poucas pesquisas que mensuram a melhora na flexibilidade de indivíduos saudáveis.
O objetivo do presente estudo foi avaliar a flexibilidade em indivíduos saudáveis, antes e após a prática do método Pilates.

Material e métodos

Trata-se de uma pesquisa experimental, prospectiva longitudinal, realizada em um Studio Pilates de São Paulo. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Ibirapuera (n°242/06) de acordo com as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

Participaram da pesquisa 21 indivíduos saudáveis, sedentários e praticantes de atividade física, sendo oito homens (38,1%) e 13 mulheres (61,9%) com idade média 29,4 ± 5,6 anos variando de 21 a 42 anos. Os critérios de inclusão foram: 1) estar ciente e concordar com o termo de consentimento livre e esclarecido; 2) ter entre 20 e 45 anos de idade; 3) apresentar exame médico apto a realizar exercícios físicos; 4) ser formado em educação física ou fisioterapia; 5) nunca terem praticado o método Pilates.
Como critérios de exclusão: Apresentar mais que três faltas durante o programa.

Procedimentos

Realizou-se, inicialmente, uma avaliação da flexibilidade da região posterior do tronco e pernas e das articulações. A medida da flexibilidade posterior do tronco e pernas consistiu na utilização do banco de Wells, também conhecido como o teste de sentar e alcançar [1,10].As medidas de flexibilidade das articulações seguiram o Manual de utilização do Flexímetro Sanny que foi o utilizado na pesquisa [11]. Para flexão e extensão da articulação do ombro; e flexão, extensão, flexão lateral e rotação da articulação da coluna cervical, o indivíduo foi posicionado sentado em uma cadeira com os pés no chão em ângulo reto, os joelhos voltados para frente fletidos em 90°, o rosto voltado para frente. Nesta posição inicial o flexímetro foi ajustado em zero. Realizou-se o movimento e na posição i nal obteve-se o valor da amplitude de movimento (ADM).

Para se obter o valor ADM de abdução horizontal da articulação de ombro, da flexão de quadril com joelho fletido e estendido ativamente e passivamente, o indivíduo foi posicionado sobre uma maca em decúbito dorsal. O flexímetro foi ajustado em zero na posição inicial e a medição foi feita na posição final.

A extensão da articulação do quadril foi medida com o indivíduo em decúbito ventral e, para a obtenção dos valores da flexão plantar e dorsal do tornozelo, o indivíduo foi posicionado em sedestação sobre a maca, sem contato do pé com o chão.

Os sujeitos realizaram então 30 aulas, duas vezes por semana, durante 60 minutos por um período de três meses e meio. As aulas foram individuais e ministradas por professores certificados no Autêntico Pilates, utilizando os seguintes aparelhos do Studio Pilates: Reformer, Mat, Wunda Chair, Cadillac e Barris.

Após 30 aulas, os sujeitos foram submetidos a uma reavaliação, seguindo os mesmos procedimentos da primeira avaliação. Continuaram com o programa e no final de 75 aulas foram submetidos a uma avaliação final. Análise estatística Foi realizada estatística descritiva das variáveis estudadas. Para verificar a significância entre os três momentos de avaliação foi utilizado teste de medidas repetidas. Em seguida, para verificar a diferença entre as avaliações duas a duas foi realizado teste de comparação múltipla. Uma significância de 5% foi utilizada em toda a análise estatística.

 

Resultados

Os resultados obtidos com o teste de sentar e alcançar demonstram uma melhora significante da flexibilidade da cadeia posterior de tronco (p ≤ 0,001). No teste de comparação múltipla, foi observada diferença significante entre a 1ªe 2ª avaliação (p = 0,01), entre 1.ª e 3.ª avaliação (p < 0,001) e entre 2ª e 3ª (p < 0,001) (Tabela I).

Tabela I – Comparação da média das avaliações iniciais, intermediárias e finais da flexibilidade da cadeia posterior.

Quanto à medida de flexibilidade da articulação do ombro, não foi observada uma diferença signii cativa nos movimentos de l exão e abdução horizontal. Na extensão, porém, no teste de comparação múltipla, foi notada diferença significante na extensão entre a 1ª e 2ª avaliação e entre a 1ª e 3ª avaliação (Tabela II).

 

Tabela II – Comparação da média das avaliações iniciais, intermediárias e i nais da extensão de ombro.

 

 

No movimento de flexão da articulação de quadril com o joelho flexionado, foi notada diferença significativa entre as três avaliações tanto no lado direito quanto no esquerdo, porém no lado direito não foi observada diferença entre a 2ª e a 3ª avaliação. Nos movimentos de flexão ativa da articulação do quadril com o joelho estendido, foi observada diferença significante entre as três avaliações. No teste de comparação múltipla, constatou-se diferença significante entre a 1ª e a 2ª avaliação, entre a 1ª e a 3ª e entre a 2ª e a 3ª. Na avaliação da flexão passiva de quadril com o joelho estendido verificou se diferença significante entre as três avaliações. No teste de comparação múltipla, constatou-se uma diferença significante entre a 1ª e a 2ª avaliação, e entre a 1ª e a 3ª, porém não foi observada diferença entre 2ª e 3ª (Tabela III).

 

Tabela III – Comparação da média das avaliações iniciais, intermediárias e finais dos movimentos do quadril.

 

Quanto aos resultados obtidos após medida da flexibilidade da articulação do tornozelo, não foi observada diferença significativa no movimento de flexão dorsal como também no movimento de flexão plantar.

Discussão

Os músculos da cadeia posterior, ou seja, da estática, têm grande importância na manutenção da postura, pois sua função é impedir o desequilíbrio com uma ação reflexa e inconsciente [12,13]. São eles: tríceps sural, isquiotibiais, paravertebrais, trapézio superior e longo do pescoço. São os músculos mais utilizados no dia-a-dia, tornando-se mais fortes e mais encurtados, provocando compensações e desvios posturais, ocasionando quadros álgicos, piora na realização de atividades diárias e esportivas, fazendo com que o indivíduo se torne cada vez mais inativo [8,14]. Sacco et al. [15] cita que na prática da fisioterapia é comum pacientes apresentarem encurtamento da cadeia posterior. O tratamento consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares. Os exercícios de Pilates são uma boa alternativa para promover a melhora da flexibilidade da musculatura da cadeia posterior, melhorando assim a relação do equilíbrio agonista e antagonista [7].

A diferença de um alongamento convencional passivo para os exercícios básicos do método Pilates é que, durante a realização dos exercícios do método, ocorre uma estabilização pélvica feita pelo glúteo máximo, um trabalho isométrico dos estabilizadores de escápula e um trabalho de fortalecimento dos músculos abdominais, tornando o alongamento da cadeia posterior mais eficaz [2,13,15].

Os resultados do presente estudo demonstram que após o treinamento com o método Pilates, houve uma melhora da flexibilidade da musculatura da cadeia posterior, dados também encontrados por Segal et al. [2], que avaliaram por meio do teste distância dedo chão a flexibilidade de 32 sujeitos que treinaram Mat Pilates após dois, quatro e seis meses. Sekendiz et al. [16] verificaram os efeitos do Pilates na flexibilidade da musculatura da cadeia posterior em mulheres sedentárias também com o teste de sentar e alcançar, os sujeitos praticaram Mat Pilates por cinco semanas e apresentaram melhora significante da flexibilidade, e Bertolla et al. [14], em estudo recente, avaliou a flexibilidade da musculatura posterior, utilizando o Banco de Wells e o flexímetro com uma equipe de futsal de categoria juvenil.

Os atletas nesse estudo realizaram sessões de Mat Pilates em grupo durante quatro semanas. O que difere os estudos anteriores do atual foi que os sujeitos realizaram exercícios de Mat Pilates no solo e em grupo, sem o auxílio de molas e em cadeia cinética aberta. Já no presente estudo, os sujeitos realizaram aulas individuais, utilizando todos os aparelhos com molas do Studio Pilates, que oferecem maior resistência aos membros trabalhados, por vezes aumentando a dificuldade dos exercícios, por vezes facilitando a execução, dependendo se o indivíduo está em decúbito dorsal, sedestação ou posição ortostática. Em ambos os métodos constatamos uma melhora significante da flexibilidade da musculatura posterior de tronco [15].

O músculo longo do pescoço realiza a anteflexão ou endireitamento da coluna cervical agindo bilateralmente para manter a lordose cervical em seus limites fisiológicos. As porções oblíquas agem contra a tendência do aumento da lordose cervical ocasionada pela ação da gravidade e também para impedir a queda do lado oposto. Ele faz parte dos músculos da estática, ajudando assim na manutenção da postura, evitando a queda da cabeça à frente. Se não há atenção na manutenção correta da postura, ocorre uma protrusão da cabeça [12,14]. Neste estudo observou-se que após a prática do método Pilates, houve uma melhora na extensão e rotação lateral da coluna cervical. Isso não se deve a exercícios específicos para esta articulação, mas sim ao trabalho de alongamento e fortalecimento axial realizado nos aparelhos do Studio Pilates (Reformer, Baby Chair e Wall). Nestes aparelhos os exercícios são realizados em decúbito dorsal ou mesmo contra uma parede ou encosto reto, promovendo um melhor alinhamento da coluna. Estes exercícios enfatizam o conceito de “abrir espaço” entre as vértebras, auxiliando no alongamento dos músculos da estática. Springer [3] e Kolyniak etal. [7] afirmam que os exercícios do método Pilates promovem a eliminação da tensão excessiva desses músculos, o que melhora os movimentos de extensão e rotação da coluna cervical.

Quanto à articulação do ombro, não foi notada diferença na flexão e abdução de ombro, porém houve melhora na extensão. Assim como na coluna cervical, não foram realizados exercícios específicos para a articulação do ombro. O trabalho de fortalecimento com as vértebras da coluna alinhadas, os estímulos neuromusculares provocados pelas contrações isométricas dos músculos estáticos aumentando assim seu comprimento e o uso correto da musculatura central, melhoraram a organização da cintura escapular, permitindo um maior “espaço” entre as articulações da coluna e cintura escapular, facilitando assim o movimento de extensão da articulação do ombro [3,7,17].

Nos movimentos de l exão de quadril bilateralmente com os joelhos em flexão e extensão houve melhora significante da flexibilidade. Diversos autores afirmam que a melhora na flexibilidade do quadril se deve não somente ao alongamento e otimização da musculatura estática posterior: espinhais, isquiotibiais e tríceps sural, mas também à ênfase dada ao “enrolamento” da coluna durante a l exão do tronco nos exercícios básicos de Pilates [2,3,7,18]. A utilização do Powerhouse (centro de força) para se obter a curva “C” e a estabilização escapular evita o tensionamento dos músculos do pescoço e ombros. O enrolamento da coluna dissociando cada vértebra favorece a mobilidade intervertebral e cria um espaço sacrolombar que melhora a hiperlordose e a flexibilidade na articulação do quadril [7,12,18].

Sacco et al. [15] explica que a flexão de tronco é realizada por um trabalho concêntrico dos oblíquos e reto do abdome. Nos exercícios de Pilates, quando o gradil costal funciona como pontefixa, estes músculos levantam a parte inferior da pelve, tendo um efeito de diminuição de lordose lombar.

A melhora do trabalho axial e conseqüente aumento da ADM das articulações são observados mais no início do trabalho: a diferença signii cante foi observada entre a primeira e segunda avaliação, e entre a primeira e a terceira, mas não entre a segunda e a terceira. Como a l exibilidade de uma articulação é dependente do seu grau de utilização, um programa de exercícios é mais efetivo no início, principalmente em sujeitos sedentários que possuíam articulações até então pouco utilizadas e provavelmente encurtadas [19].

Dentre os estudos encontrados, que avaliaram a flexibilidade de praticantes do método Pilates, nenhum realizou aulas individuais, utilizando todos os aparelhos do Studio Pilates, mas apenas exercícios de grupo no solo, o Mat. Diante disso, sugere-se então que mais estudos sejam feitos utilizando os aparelhos Reformer, Mat, Electric Chair, Wunda Chair, Baby Chair, Barris, Cadillac e Wall.

Conclusão

De acordo com os resultados obtidos, verificou-se uma melhora da flexibilidade da cadeia posterior, nos movimentos de extensão e rotação da articulação da coluna cervical, extensão de ombro e flexão de quadril. Pode-se concluir que o método Pilates pode melhorar a flexibilidade em sujeitos saudáveis.

Referências

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